segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Polícia impõe disciplina militar em escola pública de Goiás: pais aprovam, “especialistas” criticam

Imagem: Veja.com
Deu no GLOBO: Polícia impõe disciplina militar em escola pública de Goiás

Um grupo de adolescentes se perfila em formação militar, enquanto uma soldado armada os passa em revista. Nenhum deles masca chicletes. As garotas não usam batons ou esmaltes chamativos. Nas conversas não se toleram gírias. Todos são obrigados a cantar o Hino Nacional na chegada, a caminhar marchando e a bater continência diante do diretor. 

Não estamos num quartel, mas num dos dez colégios da rede estadual de Goiás cuja administração começou a ser transferida para a Polícia Militar desde janeiro, numa medida desenhada para amainar os repetidos casos de violência ocorridos numa região desassistida a apenas 40 quilômetros do Distrito Federal.
[…]

A escolha dos colégios não foi em vão. O entorno do DF convive com problemas crônicos de violência. Desde 2011, a Força Nacional de Segurança Pública reforça o policiamento. Em Valparaíso, o Colégio Fernando Pessoa já apareceu no noticiário policial depois que um ex-aluno foi assassinado a tiros ali. Em outra ocasião, uma professora sofreu um sequestro relâmpago ao sair do prédio.

A vice-diretora do Fernando Pessoa, que foi mantida no cargo, garante que a escola hoje é outra. Antes havia problema de tráfico de drogas e prostituição, os professores tinham medo dos alunos. No colégio José de Alencar os relatos são semelhantes: antes era tudo uma bagunça, hoje as coisas estão organizadas.

Claro que há críticas legítimas. O medo da repressão dos policiais ao fazer críticas é uma delas. Mas algumas reclamações parecem infundadas, e mostram justamente a distância entre a elite dos “especialistas” e a real necessidade dos alunos. Uma professora, por exemplo, reclama que experiências exitosas no mundo foram à contramão dessa verticalização, partindo para uma horizontalização que reduzia as relações hierárquicas.

Discordo. Ainda mais para a realidade brasileira. Acredito que essa mentalidade que rejeita e abomina qualquer hierarquia nas escolas e universidades está no epicentro de nossos problemas educacionais. Basta ver que alunos em universidades públicas invadem até a reitoria ou impedem professores de dar aulas se discordarem de sua mensagem. Isso é absurdo, demonstra que esses jovens chegam nas faculdades sem respeito pela autoridade, pelas regras, achando-se os donos do universo.

A disciplina funciona. Claro que o excesso de repressão pode sair pela tangente, pode ser um tiro no pé, gerando revolta. Encontrar um equilíbrio será o desafio constante. Mas não resta dúvida de que, atualmente, o pêndulo foi em demasia para o lado do afrouxamento das regras, do “vale tudo”, do desrespeito aos professores e às normas escolares.

Estudei minha vida toda em uma escola rigorosa, não só na cobrança da matéria (meritocracia) como na conduta. Havia fila diária para cantar o Hino Nacional, o uniforme tinha de ser usado a rigor, as meias eram brancas, não podia ter “pegação” no recreio, etc. Essa escola fica, até hoje, entre as 5 melhores do Rio em todo Enem. E mais do que o conteúdo ensinado, a lição importante que ficou foi justamente o respeito às regras, coisa que os mimados jamais suportaram.

Esses policiais estão levando para essas escolas disciplina, ordem e meritocracia. Como condenar isso? Podemos e devemos ficar atentos aos abusos, cobrar transparência e liberdade, inclusive para críticas. Mas o apoio popular, inclusive dos próprios pais e dos alunos, mostra como há um abismo entre o que prega a intelligentsia e o que deseja o povo.

Quem é contra a polícia normalmente é bandido. No caso dessas escolas públicas, diria que são aqueles que preferem a bagunça, a baderna, a esculhambação, tudo em nome da “igualdade” e da “horizontalidade” das relações hierárquicas. Eu prefiro a eficiência, a disciplina, a meritocracia. Cada um com suas escolhas…

Rodrigo Constantino







sábado, 22 de agosto de 2015

Punição a Pais Por Faltas a Reuniões Escolares Pode ser Agravada

Imagem Senado Notícia
Senadores da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) divergiram, nesta terça-feira (18), sobre flexibilizar ou não as punições estabelecidas em projeto de lei (PLS 189/2012) do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Depois de alguma polêmica, a comissão acabou aprovando substitutivo do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) à proposta, que estipula penalidades para os pais ou responsáveis que não participarem das reuniões escolares de avaliação de seus filhos ou dependentes.

Segundo explicou Bezerra, os pais ou responsáveis terão que comprovar a presença a, pelo menos, quatro reuniões anuais para se livrarem de eventuais sanções. Quem não cumprir esta exigência poderá enfrentar punições similares às aplicadas ao eleitor que deixa de votar, como ficar proibido de se inscrever em concurso público; de receber remuneração ou proventos de emprego ou função pública; de obter empréstimo em bancos oficiais; de tirar passaporte e carteira de identidade.

- Se o voto é obrigatório, mais obrigatório ainda é o mandamento constitucional que impõe a obrigação da família acompanhar o rendimento escolar de seu dependente - sustentou Bezerra.O relator disse ainda ter abrandado o PLS 189/2012 ao retirar duas punições previstas no texto original. Assim, ficaram de fora do substitutivo a proibição de renovação de matrícula em escola pública e de participação em qualquer ato para o qual se exija quitação com o serviço militar ou declaração de imposto de renda.

Judicialização

Ao mesmo tempo em que defendeu a proposta de Cristovam e seu substitutivo, Bezerra recomendou a rejeição de emenda substitutiva oferecida pelo senador Donizetti Nogueira (PT-TO). Como Donizeti só propunha punição aos pais ou responsáveis a partir da ausência a quatro reuniões, o relator considerou que sua emenda "prejudicava o mérito do projeto original".

Bezerra também rejeitou sugestão da senadora Simone Tebet (PMDB-MS) no sentido de se flexibilizar estas punições. Preocupada em resguardar as famílias mais humildes, Simone sugeriu que, na primeira ausência a uma reunião de avaliação, o pai ou responsável recebesse uma advertência da escola. Já na segunda falta seguida, a escola deveria informar o fato ao juiz da comarca para a adoção de providências.Para o relator do PLS 189/2012, a interferência do juiz na relação escola-família vai criar uma "judicialização desnecessária". Já a sugestão de Simone recebeu o apoio dos senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Lasier Martins (PDT-RS).

Votação final

Na avaliação de Donizeti, sua emenda substitutiva não alterava o mérito nem prejudicava a proposta de Cristovam.

- O projeto trata a ferro e fogo (a falta a reunião escolares) e na minha proposta eu quis graduar a pena - disse Donizetti.

Uma saída para o impasse surgiu quando Cristovam sugeriu que a CE aprovasse o substitutivo de Bezerra e deixasse a discussão de mérito sobre o PLS 189/2012 para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). As posições de Donizeti e Simone sobre a flexibilização das penas pelas faltas a reuniões escolares voltariam a ser apresentadas lá, onde o projeto vai a votação final.


Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)









segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Primeiro Dia de Aula - Texto Para Reflexão

Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

- Qual é o seu nome?
- Chamo-me Nelson, senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.

Nelson ficou desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.

- Agora sim! - vamos começar .
- Para que servem as leis? Perguntou o professor.
Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!
- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?

Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo:

- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor .
- Para diferenciar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está mal, porém respondam a esta pergunta:
"Agi corretamente ao expulsar Nelson da sala de aula?"
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não! - responderam todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! Vou buscar o Nelson - disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.
Aprenda: Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.






terça-feira, 16 de junho de 2015

CALENDÁRIO AVALIAÇÕES II BIMESTRE



II-BIMESTRE
DIA: 13/JULHO
SEGUNDA-FEIRA
LÍNGUA PORTUGUESA
DIA: 14/JULHO
TERÇA-FEIRA
MATEMÁTICA
DIA: 15/JULHO
QUARTA-FEIRA
CIÊNCIAS/INGLÊS
DIA: 16/JULHO
QUINTA-FEIRA
GEOGRAFIA
DIA: 17/JULHO
SEXTA-FEIRA
HISTÓRIA/FORMAÇÃO

RECUPERAÇÃO

AS RECUPERAÇÕES SERÃO FEITAS DE 21 À 24/JULHO                                                                            

*OBS: OS ALUNOS DEVERÃO PERMANECER EM SALA DE AULA DURANTE A RECUPERAÇÃO.   

                                                                     

OBERVAÇÃO IMPORTANTE


AS MINUTAS DEVERÃO SER ENTREGUES NO PERÍODO DE 07 À 09/JULHO – (TRAZER NO PEN-DRIVE/DIGITADA)




DIREÇÃO / COORDENAÇÃO